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FracoBom 

Ao longo das últimas décadas, a família foi sofrendo alterações profundas.   A família que os nossos pais conheceram pouco tem a ver com as famílias actuais, quer pela sua estrutura, quer pelo modo como funcionam. A família nuclear é hoje transformada, e multiplicada, por outros casamentos, por meios-irmãos, por várias casas…

 No entanto, o “lar” continua a ser fundamental no desenvolvimento das crianças, porque são os pais os primeiros educadores; porque é em casa que se fazem as aprendizagens gerais e fundamentais ao seu crescimento; porque é, também, na família que se estabelecem as relações afectivas, absolutamente indispensáveis ao desenvolvimento global das crianças e, tal como uma “primeira escola”, a casa-família permite às crianças adquirir os requisitos necessários para a abertura a outras, e novas, experiências.

Todas as famílias têm, sem dúvida, o direito a serem felizes. E os pais também têm o dever de fazer os seus filhos felizes.
…Porque ninguém é feliz ou infeliz sem a “ajuda” das pessoas que ama e que guarda dentro de si. E esse é o poder mais grandioso (e também o mais perigoso!) que os pais têm sobre os seus filhos…
 
 
Talvez não custe assim tanto ter, nos filhos, a prioridade, proporcionando-lhes um pai e mãe despertos, vivos, fortes e atentos a tudo o que se passa dentro das suas crianças e ao seu redor!...
Como escreveu Eduardo Sá (2003), e muito bem (!): Os pais não se devem guardar fora do alcance das crianças. Os pais devem ser, no duplo sentido, “os presentes” (de e com amor) de todos os dias, em todos os anos e para sempre!